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Nintendo Vai Expandir?

Um novo filme animado da parceria Nintendo + Illumination apareceu no calendário da Universal para abril de 2028. O título ainda não foi revelado, mas registros anteriores envolvendo Donkey Kong aumentam a suspeita de que a Nintendo pode estar preparando seu próximo grande passo nos cinemas.

A parceria entre Nintendo e Illumination parece longe de acabar. Segundo o calendário atualizado no site espanhol da Universal Pictures, um novo filme animado ainda sem título da dupla está marcado para estrear em 12 de abril de 2028. A listagem descreve o projeto como um “Untitled Illumination / Nintendo Event Film”, ou seja, um filme-evento da Illumination com a Nintendo.  

Por enquanto, não existe confirmação oficial sobre qual franquia será adaptada. Pode ser uma continuação direta do universo de Mario, pode ser outro spin-off, ou pode ser a expansão de uma estratégia maior da Nintendo no cinema. Mas o detalhe que acendeu o alerta da comunidade é outro: no ano passado, Nintendo e Universal registraram um copyright para um projeto cinematográfico sem título ligado a Donkey Kong.  

E aqui começa a parte interessante.

Depois do sucesso gigantesco de Super Mario Bros. O Filme, era praticamente inevitável que Nintendo e Illumination continuassem trabalhando juntas. A VGC aponta que os filmes de Mario já ultrapassaram a marca de US$ 2 bilhões em bilheteria global somada, o que transforma essa parceria em uma máquina forte demais para ser tratada como experimento isolado.  

Mas a grande pergunta agora é: a Nintendo está apenas fazendo mais filmes ou está construindo um universo?

Porque existe uma diferença enorme entre lançar uma sequência de Mario e começar a organizar um ecossistema cinematográfico com personagens, spin-offs e franquias conectadas. Se esse projeto de 2028 for mesmo ligado a Donkey Kong, ele pode funcionar como o primeiro grande teste dessa expansão.

Donkey Kong faz muito sentido dentro dessa estratégia. O personagem já apareceu com destaque no filme de 2023, ganhou nova força nos parques da Universal com áreas temáticas de Donkey Kong Country, passou por uma reformulação visual recente e voltou ao centro da conversa com Donkey Kong Bananza, seu primeiro grande jogo solo em muitos anos.  

Ou seja, não parece coincidência.

A Nintendo sabe muito bem quando quer reposicionar uma marca. Ela não faz isso apenas com um trailer ou um jogo isolado. Ela cria presença em várias frentes: cinema, parque, merchandise, jogo novo, redesign, aparição em franquias maiores e, aos poucos, transforma um personagem em prioridade estratégica.

Esse assunto tem várias camadas.

Por um lado, é empolgante imaginar Donkey Kong ganhando um filme próprio. O personagem tem personalidade, visual forte, apelo familiar e um universo que pode funcionar muito bem na animação. Selvas, minas, barris, Kongs, Kremlings, humor físico e aventura são ingredientes fáceis de entender para o grande público.

Por outro lado, também existe um risco. Se a Nintendo tentar transformar tudo em “universo cinematográfico” rápido demais, pode cair no mesmo problema que Hollywood já enfrentou várias vezes: priorizar expansão de marca em vez de contar uma boa história.

A força da Nintendo sempre esteve na identidade das suas franquias. Mario não é Zelda. Zelda não é Metroid. Metroid não é Donkey Kong. Kirby não é Star Fox. Cada uma dessas marcas tem ritmo, tom e linguagem próprios. Se a empresa simplesmente tentar encaixar tudo em um modelo padrão de filme família com piadas rápidas e referência para fã, a magia pode se diluir.

Agora pensa nisso comigo: talvez Donkey Kong seja o teste perfeito justamente porque ele está perto o bastante de Mario para parecer familiar, mas distante o suficiente para provar que esse universo pode andar com as próprias pernas.

Um filme de Donkey Kong não precisaria carregar o peso de explicar todo o Reino do Cogumelo. Ele poderia apostar mais em aventura, comédia física, rivalidade familiar, exploração de ilha e aquele caos carismático que combina com o personagem. Também poderia abrir espaço para Diddy Kong, Cranky Kong e outros nomes importantes da franquia.

Mas é importante segurar o hype. Até agora, o que existe é uma data no calendário da Universal e um registro anterior relacionado a Donkey Kong. Isso aponta uma direção possível, mas ainda não confirma o conteúdo do filme. A própria VGC trata a possibilidade como especulação baseada nos registros e no movimento recente da Nintendo com a IP.  

Mesmo assim, a movimentação é relevante. A Nintendo passou décadas sendo extremamente cuidadosa com adaptações fora dos games, muito por causa do trauma histórico do filme live-action de Super Mario Bros. dos anos 90. Agora, depois de finalmente acertar a mão comercialmente com a Illumination, a empresa parece mais disposta a transformar suas franquias em produtos de cinema.

E isso pode mudar muita coisa.

Não só para a Nintendo, mas para toda a indústria gamer. Se a empresa conseguir construir uma sequência consistente de filmes animados bem-sucedidos, outras publishers vão olhar para seus catálogos com ainda mais fome. A pergunta “qual jogo pode virar filme?” vai ficar cada vez mais presente nas reuniões de Hollywood.

Só que, para a nossa cambada gamer, o ponto principal continua sendo outro: queremos boas adaptações, não apenas vitrines de marca.

Queremos filmes que respeitem os personagens, entendam o espírito dos jogos e não tratem o público como se bastasse jogar referência na tela para todo mundo aplaudir. Referência é legal. Nostalgia é poderosa. Mas história ainda importa.

No fim, esse filme misterioso de 2028 pode ser apenas mais um passo natural da parceria Nintendo + Illumination. Mas também pode ser o primeiro sinal claro de que a Nintendo está desenhando algo maior nos cinemas.

Se for Donkey Kong, faz sentido.

Se for outro Mario, também faz sentido.

Mas se for o começo de um universo cinematográfico Nintendo, aí a conversa muda de fase.

E a pergunta passa a ser: a Nintendo vai construir isso com calma e personalidade ou vai deixar Hollywood apertar o botão do “universo compartilhado” cedo demais?

Porque se tem uma coisa que a indústria do entretenimento já ensinou, é que expandir franquia é fácil.

Difícil é expandir sem perder a alma.

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